Plano de negócios ou Modelo de Negócio Canvas? O que utilizar? É o fim do plano de negócios?

Deparo-me com esta interpelação constantemente, como se ambas fossem uma dicotomia paradoxal, plano de negócios ou modelagem de negócios no estilo ...

Deparo-me com esta interpelação constantemente, como se ambas fossem uma dicotomia paradoxal, plano de negócios ou modelagem de negócios no estilo Canvas? Alguns empreendedores entusiasmados levantam a bandeira do modelo de negócios como o novo padrão e forma de se analisar novas ideias de negócios e sua viabilidade

Tema - Plano de negócios ou Modelo de Negócio Canvas? O que utilizar? É o fim do plano de negócios?

Deparo-me com esta interpelação constantemente, como se ambas fossem uma dicotomia paradoxal, plano de negócios ou modelagem de negócios no estilo Canvas? Alguns empreendedores entusiasmados levantam a bandeira do modelo de negócios como o novo padrão e forma de se analisar novas ideias de negócios e sua viabilidade

 Mas isso é verdade? Há verdade neste posicionamento de alguns empreendedores?

 Bem. Há de se tomar cuidado com o excitante desejo por temáticas inovadoras em negócios e lançar mão de abordagens, metodologias e ferramentas que são de vital importância para o planejamento, gestão e competitividade. A facilidade da web 2.0 (hoje já se fala em web 3.0) e a dinâmica das redes sociais tem beneficiado empreendedores na busca por informações estratégicas, contudo, surgiram também “famosos gurus” que prometem abordagens, ferramentas ou metodologias que defendem ser a solução para o sucesso dos negócios. Isso, quando não profetizam o “fim de determinadas formas de gestão.” Como é o caso do manifesto: “a modelagem de negócios substitui plano de negócios.”

No desejo progressivo por inovar, alguns empreendedores e formadores de opinião afoitos adotam um comportamento transitório e perigoso quanto à determinadas afirmações, principalmente, quando desejam ser intitulados como “descobridores” de metodologias que irão mudar o mundo dos negócios. Sabemos que a ciência da gestão de negócios não é bem assim. Nem tudo se substitui, mas se complementa. E quando substitui, é norteada por parâmetros exaustivamente estudados por um grupo capacitado de profissionais assim habilitados.

Mas quanto ao questionamento “Plano de negócios ou Modelo de Negócio no estilo Canvas? O que utilizar? É o fim do plano de negócios?”. Posso afirmar e defender que há uma grande confusão conceitual e de entendimento das diferentes abordagens e complementariedade de ambas as ferramentas supracitadas. Afirmo tranquilamente que elas são complementares ao invés de serem substitutivas, ou menos ainda, excludentes.

 Para ainda mais advogar a afirmação tão defendida nas linhas anteriores, é importante conceituar cada ferramenta alvo deste questionamento.

 Conforme explica Alexandre Osterwalder, “um Modelo de Negócios descreve a lógica de criação, entrega e captura de valor por parte de uma organização”. A elaboração deste modelo, que poderá ser formulado no estilo Canvas, possibilitará melhor visualização das 9 (nove) áreas que compõem um negócio, compreender como interagem entre si, mas principalmente, explicar como a ideia de negócio ou empreendimento consolidado cria valor para os clientes. Em outras palavras, verifica como a empresa fará dinheiro por meio da entrega de valor aos clientes. Somado a isso, devido a sua simplicidade, praticidade e aspecto visual, o Business Model Canvas, permite, principalmente, testar hipóteses de potenciais negócios criativos e inovadores.

 
Já o plano de negócios pode ser considerado uma complementação à modelagem de negócios. Uma vez que, de maneira estruturada, ajuda a delinear, compreender e esmiuçar em detalhes o modelo supracitado. Esta ferramenta permite compreender bem mais profundamente várias vertentes de um empreendimento: financeiro, análise de mercado, marketing, operacional, análise de cenários, avaliação estratégica entre outros. Ou seja, ambas ferramentas se complementam, cada uma cumprindo seu papel dentro da dinâmica de empreender.